domingo, 31 de janeiro de 2010
Adeus, você.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Estou apaixonada. É aquela paixão ardente que não me abandona. Dia, noite, noite e dia. Domina meu pensamento e meu corpo. Estou totalmente à mercê dessa paixão. Faço tudo que for necessário para que ela não acabe. Para que nada nos separe. Não é só paixão, é amor! O mais puro amor.
Estou apaixonada. Apaixonada pelas palavras.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Cadê você?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Pois é.
Para alguns, um ano é muita coisa. Para outros, não é nada. Vai depender muito da situação. No momento, um ano é muito pouco, foi muito pouco, rápido demais.
Te confesso que antes da gente se conhecer, eu entrava lá no seu blog e ficava encantada com seus textos. Até que resolvi te procurar no Orkut. Achei, e me apaixonei instantaneamente pela sua foto. É sério. Era emocionante te ler e depois ir ver sua foto. Até que criei coragem e comentei no seu blog. Há um ano, exatamente. O primeiro de vários comentários. Você não devolveu o comentário, só deixou um recadinho no meu Orkut (quase infartei) perguntando se era eu a garota do comentário. Respondi que sim e acabou por aí.
Algum tempo depois eu comentei de novo e você me adicionou no Orkut. Só não vou dizer que dia foi pra você não se assustar, mas, que fique claro, eu me lembro. Achei o máximo ver aquela foto que eu amava pedindo para ser minha amiga, com direito a uma carinha (;D).
Foi daí que começou tudo, nunca imaginei que você pudesse ser tudo aquilo que eu descobri que era. A cada conversa, eu me identificava mais com você, e acabei chegando a conclusão de que você não era real. Era perfeito demais. Só que, por fim, eu descobri que era real e que continuava a ser perfeito, quando a gente decidiu que só por MSN não dava mais enquanto tínhamos amigos em comum, morávamos na mesma cidade e queríamos tanto nos conhecer pessoalmente. É, nós nos conhecemos e eu, naturalmente, me lembro que dia foi.
O certo seria que a partir de então, nós tivéssemos começado a nos ver umas três vezes por semana e tudo mais. Nem foi, como você mesmo disse uma vez “nossa freqüência de encontros é um a cada cinco meses”. Tirando o exagero, era pouca coisa mesmo. Mas nem por isso eu deixei de te considerar a pessoa mais incrível do mundo, cada vez mais.
Como é de se esperar, tratando de mim, eu já estava loucamente apaixonada por você. Eu só não sabia. Mas acho que não era aquela coisa urgente, sabe? Nunca foi. Acho que já te disse isso. Era um amor quase platônico. Quase.
Daí começou aquela ligação que a gente tinha, se lembra? Aquela coisa inexplicável, mas que me fazia ter mais certeza de que fomos feitos um para o outro, independentemente de como isso se manifestasse. Não consigo definir o que era, mas era. E era especial. E nessa época começaram as cartas. E em uma delas, você definiu nossa ligação como fruto do amor. Daquele amor que rege o universo. Concorda? Plenamente. Só podia ser.
Sabe aquele amor que eu não sabia que sentia e que era quase platônico? Então, chegou um dia que eu descobri que o sentia e que não era quase platônico. Eu também me lembro da data. Não foi uma grande descoberta, sabe? No fundo eu já sabia. Mas também, não mudou muita coisa eu descobrir, já que você estava renamorando. Não importava, eu que já tinha convivido muito tempo com aquilo, poderia conviver um pouco mais.
E cada vez mais, eu me surpreendia com você. Se lembra do que você me deu de aniversário? Foi o melhor presente que eu ganhei, sem dúvida. Primeiro aquela cartinha-bilhete toda criativa com aqueles pedaços de músicas que, até hoje, ao ouvi-los eu me lembro de você. Segundo, nunca te contei, mas sabe o Sou? Ele é o primeiro da minha pilha de CD’s no meu quarto, e está sempre virado para o lado do Nós. Nós. Nada mais bonito e apropriado, não?
Falando em Sou, foi você que praticamente formou o gosto musical que eu tenho hoje. Começando por Los Hermanos, uma das minhas bandas favoritas, sem dúvida. Depois, por aquelas músicas no meu pen drive. (Acho que nunca vou mudar o nome daquela pasta, é incrível!).
Foi nas férias que comecei a ter certeza de que você nasceu pra mim e vice-versa. Aí sim, a gente se via umas três vezes por semana. Desde aquele dia que eu chorei no seu ombro por causa do filme, lembra? Eu sim, até do dia. E foi nesse mesmo dia que eu conheci um cara que hoje considero um dos meus melhores amigos, que é seu amigo também. E foi daí que começou. Aquele shopping deve ter se cansado da gente. A gente não fazia nada de muito complicado, só ia, ficávamos sentados lá, conversando, felizes e saltitantes. E esse nosso amigo botava a maior fé na gente. E aquilo foi me dando esperança. E você, cada vez mais apaixonante. Acho que foi mais ou menos nessa época que começaram as músicas. Me lembro de todas e até há algum tempo, eu não conseguia ouvir nenhuma delas. Ando meio desligado, Dois, Mesmo quando a boca cala, Condicional, e depois, Devolve, moço e Por onde andei. Sabe, hoje eu as escuto e me sinto bem. Acho que tudo valeu a pena. Foi um romance de conto de fadas, eu imagino. Meio utópico.
Eu costumava chorar. Acho agora que não é necessário. Acho que é preciso olhar para trás e ver que foi tudo muito bom, e que é preciso que eu guarde isso comigo. Nem a palavra “recíproco” eu falava mais. Ridículo, né? Eu sei. Não se sinta mal, eu me apeguei às coisas boas. Acho digno. Mas você sabe o porquê de eu ter me recuperado depois de tudo? Foi o medo de te perder. Eu sofreria muito mais se você simplesmente parasse de falar comigo e tudo mais. Ia ser doloroso demais. Mas aí eu cansei de sofrer por você. Se a gente já não sabe mais chorar, o que resta é rir um do outro, meu bem. Eu sei que às vezes, eu preciso puxar a sua orelha pra você não mudar comigo, pra você continuar do jeito que era antes. Mas nesse aspecto eu assumo: sou egoísta. Não que eu queira você inteiramente pra mim, só não quero que se esqueça de mim, de que eu existo, entende? Eu sei, pode parecer dramático demais, mas eu falo sério. Eu teria um negócio, um ataque do coração ou algo pior. Só espero, realmente, que meu planinho de tomar um café com você em alguns fins de semana daqui alguns anos para que nós possamos conversar, lembrar dos bons tempos, reler as cartas (que você não me manda mais) funcione. Ia ser bom demais. Fico até pensando se eu mereço você, porque você sabe, eu me considero uma porcaria: chata, inútil, insignificante, feia e etecétera. Você não merece isso. E, de novo, vem o egoísmo. Eu só te peço, não me largue, não me esqueça, não suma.
Já te chamei, e às vezes ainda chamo, de alguns nomes. Uma mistura de amor com o finalzinho do meu antigo e-mail (eu me lembro da data que você inventou isso), o jeito que sua sobrinha (que eu ainda vou roubar pra mim) te chama e raramente, de uma mistura do seu nome com gostoso. Sem muita complicação:
Parabéns para nós, Amorzexty. E feliz um ano do primeiro comentário, Titico. Que venham mais algumas dezenas de aniversários como este, Thiagostoso. Eu só quero o seu bem, estou aqui pro que der e vier. Eu amo você, Thiago.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” – O Pequeno Príncipe.
